Lisboa Geradora

Há um novo lugar para descobrir em Lisboa. No coração da Tapada da Ajuda, entre árvores, campos e natureza, a Geradora é a nova casa do Esporão na cidade. Um lugar onde gastronomia, vinho, azeite, cultura, conhecimento e natureza se encontram. Pode chegar para almoçar e descobrir um azeite. Participar numa prova de vinhos e encontrar uma exposição. Assistir a um concerto ou a uma conversa. Passear pela Tapada. Ou simplesmente parar e ficar. Não há uma forma única de estar na Geradora. Nem uma razão única para vir.

A poucos minutos do centro da cidade, a Tapada da Ajuda convida a mudar de ritmo. É aqui, rodeada pela natureza, que a Geradora abre as portas: um refúgio na cidade onde há tempo e espaço para comer, provar, descobrir, conversar ou simplesmente estar, ao ritmo de cada um. Ao restaurante juntam-se uma cave e sala de provas, um museu e uma loja, a par de uma programação cultural regular, com música, cinema, exposições, conversas e outros encontros. Pode vir por uma hora. Uma tarde. Ou deixar que uma descoberta leve à seguinte.

Do Esporão para Lisboa

O Esporão nasceu no Alentejo, em 1973. Ao longo da sua história de mais de cinco décadas, cresceu para outras origens, o Douro, com a Quinta dos Murças, e o Vinho Verde, com a Quinta do Ameal, mantendo uma relação profunda com a agricultura, os territórios e as pessoas que lhes dão vida.

Com a Geradora, o Esporão encontra agora uma nova casa em Lisboa. Um lugar para dar a provar o que fazemos, partilhar as histórias e produtos das nossas origens e criar novas ligações entre agricultura, gastronomia, vinho, azeite, cultura e conhecimento. A Geradora aproxima as nossas origens da cidade, sem procurar reproduzi-las. É um convite a descobri-las, a conhecer melhor o que fazemos e, quem sabe, a despertar a vontade de partir ao encontro dos lugares onde tudo começa.

Um edifício que volta a gerar

O edifício da Geradora também tem histórias para contar. Construído há mais de cem anos para produzir eletricidade para o Palácio da Ajuda, nunca chegou a cumprir a função para a qual foi pensado. Depois de décadas de abandono, foi recuperado num projeto de arquitetura do atelier Gorvell, que preservou o seu caráter industrial e muitos dos elementos originais. Mais de um século depois, a Geradora começa, finalmente, a gerar. Ideias, conversas, encontros, descobertas. E novas razões para voltar.

A Tapada da Ajuda

A história da Tapada da Ajuda remonta a 1645, quando D. João IV criou a então Tapada Real de Alcântara. Após o terramoto de 1755 e a instalação da família real nos altos da Ajuda, passou a assumir a designação que mantém até hoje. Antigo parque de caça e espaço de recreio da família real, é atualmente um dos grandes espaços verdes de Lisboa, reunindo um património natural, científico e arquitetónico singular. Entre matas, campos de ensaio agrícola e coleções vegetais reunidas ao longo de mais de um século, encontra-se uma reserva botânica reconhecida pela sua floresta de zambujeiros. A paisagem é ainda marcada por importantes exemplos da arquitetura civil da segunda metade do século XIX, como o Pavilhão de Exposições e o Observatório Astronómico de Lisboa. O conjunto intramuros da Tapada da Ajuda encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público.

Chegar à Geradora faz também parte da experiência. O acesso pode ser feito de carro, de bicicleta ou a pé. A partir da entrada da Tapada junto à Faculdade de Medicina Veterinária, são apenas alguns minutos por um percurso sinalizado entre árvores e vegetação. À medida que se desce, a luz filtra-se por entre as copas e o ruído da cidade vai ficando para trás. Antes mesmo de chegar à Geradora, começa a mudança de ritmo.